terça-feira, 8 de setembro de 2009

Paraíso

À vontade de abraçar tudo percorre meu corpo. O desejo que tenho é de pular do Corcovado, e cair de braços abertos no mar, com aquela imensidão azul que se vê até o horizonte. É como se eu estivesse a meio passo do paraíso, a beleza que invade meus olhos, e me arrebata meu pobre coração, despedaçado, por não poder pular, e me afogar na beleza que aquele lugar me mostra, na beleza que sinto. A vida se reduz e se expande, quando percebo que sou patético perto disso. É como uma doce canção muda, onde se é possível sentir a melodia, a lágrima corre pelos olhos, e a paixão antecede um novo amor.

Um amor quase que não correspondido, por que ainda me deito nas ondas da praia de Ipanema, naquelas águas quentes e convidativas. Um amor incondicional, e de lá eu danço nas calçadas que me levam ao Arpoador, é como se o sonho estivesse cada vez mais próximo, e já não sou mais humano, já não sinto mais a minha humanidade, sou divino perto das águas. A brisa corta minha pele com sopros leves e suaves, um sorriso se esboça no meu rosto. É uma porta para o paraíso. Sei apenas que não quero mais voltar.

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