quarta-feira, 7 de abril de 2010

Eu quero a sorte de um amor tranquilo.

Ontem à noite deitado na cama com meu namorado conversávamos sobre nossa relação, estamos comemorando algum tempo juntos, e em dado momento disse ao mesmo que queria tê-lo para sempre. Ele dessa vez não reagiu da forma que costuma, mas respondeu minha pergunta de forma fria e verdadeira. Disse-me que ela acreditava que eu o queria para sempre, porém disse-me também que esse “Para sempre” era relativo, que eu o queria agora, mas que a situação poderia mudar, que eu poderia achá-lo um canalha, ou simplesmente enjoar dele.
Na realidade ele tem razão, se pensarmos friamente todo relacionamento está fadado a fracassar. Quando começamos a namorar alguém que gostamos é natural que façamos planos, é natural querer dividir sua vida com essa pessoa que “nesse” momento você ama. Mas muitas vezes nos enganamos.

Como costumo dizer nos decepcionamos sempre com quem gostamos. E esse é o papel de uma relação, algo que antes representava uma união entre duas pessoas, que teoricamente estariam juntas para sempre na riqueza e na pobreza na saúde e na doença até que a morte os separe.
Só que o mundo de hoje se tornou vazio, ninguém parece querer mais isso. Nós começamos uma relação já esperando pelo dia que ela vai acabar, porque achamos que sempre vai haver outro (a), logo ali na esquina te esperando para começar outra relação, e ficarmos para sempre num ciclo vicioso de experiências que não nos levam a lugar algum, muitas vezes traumática.
O casamento assim como o namoro é a manifestação do sentimento que temos naquele momento por alguém, mas porque casarmos ou namorarmos se sempre acreditamos que não vai dar certo?
É mais fácil aceitar que não vai dar certo, que pode haver algum imprevisto no meio do caminho, do que seguir em frente e continuar com a pessoa que escolhemos.

Hoje é mais fácil desistir e colocar a culpa no desgaste, na monotonia, na rotina para não aceitar que possa ser feliz com apenas uma pessoa. Crises, desgaste, rotina, tudo isso causa frustração, mas as pessoas esqueceram que tudo isso é superado quando você quer, quando você sonha, e se dispõe a lutar pelo que você tem com essa pessoa. O amor hoje é descartável, as pessoas são descartáveis, nenhuma lembrança, nenhuma promessa feita fica, nada que falamos ou fizemos durante nossa relação parece fazer sentido. Hoje o amor morre, e não porque não é cuidado, mas porque as pessoas não têm mais a capacidade de amar. Nós não conseguimos mais continuar com alguém, não mais.
Por diversos motivos uma relação é fadada a não dar certo e os poetas mais românticos chamam isso de “Que seja eterno enquanto dure”, eu discordo, concordo sim que o amor é um sentimento e como tal, não se controla. Mas se conserva se mantém.

E meu namorado foi ainda mais a fundo dizendo que não era tão inocente para acreditava que nossa relação era um “conto de fadas”, essas histórias de amor que duram para sempre. Mas era exatamente o contrário, ele não era ingênuo, e sim racional e que, portanto mesmo a nossa relação não estava isenta de tal futuro trágico.
Confesso que ouvi-lo dizer isso me doeu, ele me lembrou eu mesmo no começo de nosso namoro, eu pensava como ele, exatamente igual, já havia enfrentado outros namoros que não deram certo, esse era um que eu queria que desse. É fato que o amor pode acabar, mas do que adianta estar com alguém se você não tem sonhos, se você não tem devaneios, se você não tem planos?

Doeu mais porque foi ele que me fez voltar a sonhar, é ele que traça planos futuros, é ele que é tão romântico, é ele que me contagia com tanta coisa boa, é ele que eu quero ao meu lado. Doeu porque eu já estava sonhando.
Mas acordei, de uma hora para outra comecei a pensar que fazer planos de longa data é arriscar de mais. Mesmo assim faz parte da minha personalidade ser fiel, e querer apenas uma pessoa. Eu acho que sou um dos raros homens monogâmicos que ainda existem. Um dos pouco que ainda quer, e sonha ter alguém para a vida inteira. Acredito que as pessoas, gays ou não só querer uma coisa. Todas querem apenas um porto seguro, alguém para chamar de seu.

Temos tempo para tudo no mundo, para curtir, para aprendermos, para quebrarmos a cara, para conhecermos pessoas, para nos apaixonarmos. Mas não existe momento mais bonito do que o que percebemos que amos alguém. E então vêm os planos, namoro, noivado, casamento, filhos, família almoços de domingo, viagens à praia e de uma vida juntos felizes.
Mas de alguma forma tudo isso é muito relativo tudo isso pode acabar, esta sujeito a mudanças, a mesquinharias a desgastes, a cansaços, e sabe porque?
As pessoas se acostumaram a serem menos românticas, menos sonhadoras menos amorosas. Não acreditam mais que cada um tenha seu par, mas que cada um tenha vários pares. E assim a gente vai vivendo até onde der para ir.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Casamento gay, um perigo a sociedade.

Segue em Brasília o projeto de lei que pretende legalizar a união civil entre pessoas do mesmo sexo como união estável e reconhecida pelas leis brasileiras. O popularmente chamado casamento gay, se aprovado pelo legislativo, daria direitos concedidos constitucionalmente hoje apenas aos casais heterossexuais. A lei, proposta pelo governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal em julho de 2008 por não chegar a um consenso e agora retorna ao plenário. Cabral optou por esse tipo de ação porque, de acordo com ele, “O tratamento diferenciado aos casais gays é um desrespeito à Constituição”. No texto a lei pleiteia o reconhecimento legal da união estável de casais de gays e lésbicas sendo reconhecidos como casais estáveis e de âmbito familiar e passariam a ter direito, por exemplo, a pensão em caso de morte do cônjuge, pensão alimentícia e herança.

A Lei, de suma importância para a comunidade gay, está parada no Legislativo. O projeto enfrenta grande resistência das bancadas cristãs. Segundo elas, a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo “fere incondicionalmente os princípios éticos e religiosos criados por Deus”, de que um casamento, ou uma família só pode ser constituído por um homem e uma mulher.

Do que nossos deputados e senadores têm tanto medo? É sabido por todos que as Igrejas detém um poder oculto sobre os população, mas, em pleno século XXI, onde temos comunidades gays lutando por esses direitos em todo o mundo, já é hora de enfrentar essa força, que a cada dia está cada vez menor manchada por escândalos que envolvem tanto a igreja Católica e as Evangélicas.

E muitos países na Europa, como França, Bélgica, Espanha a união civil já é garantida. Na Holanda, por exemplo, este direito foi conquistado em 2001. No Canadá os gays já têm esse direito, assim como em alguns estados americanos o casamento gay também é uma realidade. Na América Latina, México, Uruguai e Argentina os gays tem esse direito garantido. Mas no Brasil ele parece enfrentar uma repressão maior do que em paises mais conservadores.

É algo que assusta a sociedade brasileira, uma sociedade preconceituosa atrasada e hipócrita, cega e que desrespeita em nome de credos e medos os direitos de outros.
Não aceitar algo que é normal, e que é um direito humano é ser medíocre. Como um país que se intitula “Laico”, ou democrático e que na sua Constituição a garantia dos direitos de cada cidadão tem de ser respeitado, e está inda diz que qualquer ato de preconceito é crime. Leis que asseguram punição a crimes e desrespeito a pessoas ainda são um tabu no Brasil. Quantas vezes vamos ter de fechar os olhos e negar aos nossos amigos, e nossos filhos e as pessoas os seus direitos apenas por serem “diferentes”. Por que é tão difícil aceitar algo tão comum? A união civil entre pessoas do mesmo sexo é um direito e tem de ser reconhecida pelas leis, as mesmas leis que dão garantias de uma sociedade justa e livre de preconceitos, ao menos que aceite a liberdade de democracia entre as pessoas.

Doença contagiosa

Ele tinha medo de amar. Sentia falta, mas tinha medo. Se apaixonar então estava fora de cogitação. Impossível de acontecer, pensava e achava que havia se imunizado contra essa doença, que teria se “medicado” e nunca mais voltaria a sentir os sintomas. Ledo Engano. Fugindo e se afastando das pessoas, ele tinha certeza de que cada dia estaria livre de um novo amor, capaz de cegar, estressar e partir seu coração, como no passado. Tendo medo das pessoas ou apenas afastando-se delas, acreditava que não cairia em outra armadilha da vida. Falso remédio.

Associava o amor à dor, pois quando amava, sofria, era intenso, o pior dos sofrimentos, a pior das dores, seu coração partido ao meio sangrava. E com isso, abraçou o lema que prevenir era melhor do que remediar. Ele só não sabia que o amor não tem prevenção, não tem contra-indicação, não é doença, não é dor. Sua experiência traumática lhe impôs o medo, mas não lhe tirou a doçura.

E aí a vida lhe pregou uma peça. Ele, que se achava imune, forte, coerente, caiu de amores numa noite dezembro, contaminado pela paixão, pelo vírus da qual correu tanto. De repente ele se vê atordoado, com palpitações, as bochechas vermelhas de um rubor que ardia. Com pernas bambas e risadas à toa. O sentimento de dor deixou para depois. Que vírus é esse que causa até amnésia? Pensou.

Será que eu não tomei o remédio pelo tempo correto? Pensava. Sabia que amar era bom, mas sabia que a doença só fazia bem no começo e depois maltratava, maldizia, infernizava. É como uma droga poderosa que vicia assim que se experimenta. Mas, resolveu arriscar. Nessa altura do campeonato, mal sabia ele que não tinha o controle ilusório em suas mãos.

Com uma nova paixão as forças foram renovadas e os lemas trocados. Lembrou de sua mãe, que dizia: “o que não tem remédio, remediado está”, e adotou como nova inspiração. E se entregou. E desassociou o amor com a dor. E conseguiu ser feliz por um tempo determinado pelo destino. Quando acabou o amor ele se sentiu curado do medo. Sentiu que poderia amar e desamar por toda a vida. Pois, já dizia Zeca Baleiro, solidão não se cura com aspirina.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


Quando a realidade superar todas as expectativas, e nos damos contas de que podemos voltar a sonhar; é possível e aprendemos isso em momentos tão importunos. E de repente surge aquele enorme sorriso "amarelado" pelas preocupações e cafeína que tomamos de tantas perturbações.
23/12

terça-feira, 22 de dezembro de 2009



Da janela do meu apartamento eu me pego vislumbrando as águas da chuva que cai lá fora, olhando em direção do pé de abacate que tem ao lado do prédio, cada gota que cai sobre suas folhas as lava. Minha visão vai longe, estou olhando fixo na direção das folhas, e minha cabeça viaja ao mesmo som das águas que caem. Pego-me perplexo.