sexta-feira, 25 de setembro de 2009

há uma vaga no meu coração

Havia certo ressentimento de escrever aqui, tinha medo do que a leitura desse texto pudesse provocar em algumas pessoas, e por isso relutei.

Mas a verdade é que me sinto só, que o clima não ajuda (esse inverno denso na primavera). Sentindo a solidão tomar conta do meu coração, e ao mesmo tempo, ainda sentindo-me responsável pelas escolhas que fiz, e decisões que tomei.

Existe um conflito entre manter uma aparência, e do real ser que sou, sou um homem que tem medos. E já ficou enraizado nesse blog o quanto de poeta tenho, e o quanto o amor se faz necessário na minha vida, e do vazio que a falta perspectiva de viver uma paixão verdadeira me trás. Sentir o sentimento sentir-se intoxicado por amor, ser despertado por esse sentimento, perceber alguém, sentir-se ansioso em vê-lo, louco, está apaixonado é mágico. Mas com o tempo percebemos que as coisas não são assim tão fáceis e belas como nos filmes, nos romances que qualquer pessoa pode ver, ou ler.

Falar de amor é como entrar numa utopia, sem ter limites, o sentimento pelo qual até matamos faz com que as pessoas ajam de formas insensatas e intransigentes, o desejo é incontrolável e desesperador. A náusea é assustadora, o homem é fraco, e nos deixamos iludir por nada mais do que falsos amores, falso sentimentos, e nunca nos entregamos a nada, pois sempre achamos que ainda não aconteceu. O amor real, não passa de aparências, de corpos formados em academias, e rostos bonitos, e posições sexuais, de fetichismo! Sinto-me viciado em algum tipo de droga altamente dependente, louco, e triste, afastado de toda a felicidade, pois o amor é doce e ao mesmo tempo amargo, cruel. Não há como falar de amor, e não temer pelo contra indicação que ele trás, quando não é correspondido, quando é platônico. O amor não passa de uma pedra de gelo.

O amor não correspondido, o amor platônico, e até “o não ter quem amar” assemelhasse a essa quinta-feira gelada que faz hoje, a esse desanimo, a falta de vida que domina o ambiente, ao inverno que mata congelado o ser vivo que não se protege.

Comparamos o “não se proteger” ao amor que faz sofrer, ao frio que corta nossos rotos é igual à vergonha que sentimos com o desprezo. Contudo, ele é fundamental, e sem ele não há vida, a comida não satisfaz, e a sua canção de amor predileta não te penetra de nenhuma forma. É dessa forma que me sinto. Hoje há uma vaga no meu coração, deixada por pessoas que me fizeram muito bem, mas que por algum motivo tiveram de deixá-la, e hoje ela (a vaga em meu coração) encontra-se a disposição de alguém, que perece que não vou encontrar!

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