domingo, 20 de setembro de 2009

A ausência do Sol

O Sol já se foi, quando acordei, senti aquele calor típico de uma cidade como São Paulo no verão, corri a levantar, decidi que não ira fazer hora na cama, pois tinha um dia lindo pela frente, com aquela luz que me fazia delirar. Contudo o Sol já se foi, e o dia torná-se nublado, escuro e ao mesmo tempo triste. A perspectiva de um mais um domingo sem Sol, e calor é triste, até meu tesão escapa pelos meus poros, porém, sem que eu tenha se quer tocado alguém. É como se toda sobriedade que existe em mim quando acordei, ou à vontade de viver passasse sem ao menos ter vivido.

E esse tempo, essa paisagem que se forma ao horizonte, é capaz de tomar as minhas boas idéias, leão, é um signo regido pelo Sol, pelo brilho do dia, e isso faz milagres. O clima é capaz de exercer tamanha fantasia, e estranheza em mim, sou um ser movido totalmente pelas características do tempo, ele guia totalmente a linha que traço para cada dia, para cada mês, para cada ano! E com o adeus do sol hoje, no domingo, um dia quem que pretendia fazer tudo o que fosse possível, pois todo o meu trabalho está atrasado, eu já sinto aquela angústia de um inverno longo que não se dispersa e nem acaba, que sou abrigado a dividir esse dias feios comigo.

Confesso que não tenho muito afeto pelo inverno, quando ela está próxima, a primeira coisa que vem na cabeça, são os moradores de rua que estão por a e, e que enfrentam como guerreiros desse tempo hostil, frio e chuvoso que essa estação trás consigo. Realmente penso neles, mas penso em mim também, sinto-me prisioneiro desse cinza que invade o céu, da falta de cor que domina o horizonte e a sensação que estamos sobre alguma condição de fim dos tempos. A total ausência do brilho do sol no dia, inclusive se me faz pensar que não amanheceu, tenho falta de esperanças, estou ligado à luz, exercida por ele, pelo sol, sou um ser diário, e novamente a desesperança toma conta de mim.

Mas o inverso assim como as outras estações começam, e por mais que insista em me perturbar, ele também chegara ao fim, logo, minha cidade, minha casa e minha vida, serão tomadas pela luz vibrante e o calor quase que insuportáveis do astro rei, aquele que alimenta toda a vida de um leonino, e que trás a esperança de volta a minha vida, e aos sonhos que construo regido por ele. E com a primavera, e logo depois o verão, renasce todas as coisas vivas, inclusive os desejos que descansam dentro do mais íntimos ser de cada um.

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