terça-feira, 6 de abril de 2010

Casamento gay, um perigo a sociedade.

Segue em Brasília o projeto de lei que pretende legalizar a união civil entre pessoas do mesmo sexo como união estável e reconhecida pelas leis brasileiras. O popularmente chamado casamento gay, se aprovado pelo legislativo, daria direitos concedidos constitucionalmente hoje apenas aos casais heterossexuais. A lei, proposta pelo governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal em julho de 2008 por não chegar a um consenso e agora retorna ao plenário. Cabral optou por esse tipo de ação porque, de acordo com ele, “O tratamento diferenciado aos casais gays é um desrespeito à Constituição”. No texto a lei pleiteia o reconhecimento legal da união estável de casais de gays e lésbicas sendo reconhecidos como casais estáveis e de âmbito familiar e passariam a ter direito, por exemplo, a pensão em caso de morte do cônjuge, pensão alimentícia e herança.

A Lei, de suma importância para a comunidade gay, está parada no Legislativo. O projeto enfrenta grande resistência das bancadas cristãs. Segundo elas, a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo “fere incondicionalmente os princípios éticos e religiosos criados por Deus”, de que um casamento, ou uma família só pode ser constituído por um homem e uma mulher.

Do que nossos deputados e senadores têm tanto medo? É sabido por todos que as Igrejas detém um poder oculto sobre os população, mas, em pleno século XXI, onde temos comunidades gays lutando por esses direitos em todo o mundo, já é hora de enfrentar essa força, que a cada dia está cada vez menor manchada por escândalos que envolvem tanto a igreja Católica e as Evangélicas.

E muitos países na Europa, como França, Bélgica, Espanha a união civil já é garantida. Na Holanda, por exemplo, este direito foi conquistado em 2001. No Canadá os gays já têm esse direito, assim como em alguns estados americanos o casamento gay também é uma realidade. Na América Latina, México, Uruguai e Argentina os gays tem esse direito garantido. Mas no Brasil ele parece enfrentar uma repressão maior do que em paises mais conservadores.

É algo que assusta a sociedade brasileira, uma sociedade preconceituosa atrasada e hipócrita, cega e que desrespeita em nome de credos e medos os direitos de outros.
Não aceitar algo que é normal, e que é um direito humano é ser medíocre. Como um país que se intitula “Laico”, ou democrático e que na sua Constituição a garantia dos direitos de cada cidadão tem de ser respeitado, e está inda diz que qualquer ato de preconceito é crime. Leis que asseguram punição a crimes e desrespeito a pessoas ainda são um tabu no Brasil. Quantas vezes vamos ter de fechar os olhos e negar aos nossos amigos, e nossos filhos e as pessoas os seus direitos apenas por serem “diferentes”. Por que é tão difícil aceitar algo tão comum? A união civil entre pessoas do mesmo sexo é um direito e tem de ser reconhecida pelas leis, as mesmas leis que dão garantias de uma sociedade justa e livre de preconceitos, ao menos que aceite a liberdade de democracia entre as pessoas.

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