domingo, 10 de maio de 2009

O retorno a Terra Santa - o Papa na Jordania


Está semana o papa Bento 16 faz visita de uma semana a Terra santa, e a sua estadia tem sido bem recebida por mulçumanos. dando importância crucial a paz entre os povos. O príncipe Ghazi bin Muhammad bin Talal, em discurso feito ao receber Bento 16 na mesquita do Rei Hussein, ontem (dia 9). O príncipe ressaltou, logo no início do mesmo discurso, que Bento 16 é o líder da maior religião do mundo e que, somados aos muçulmanos, os dois grupos totalizam 55% da população mundial.


por Tiago

Embora não vá a igreja como devia, ou talvez seja melhor dizer que eu não a freqüente e possa entrar no grupo de católicos que se dizem não praticantes, eu tenho um enorme respeito pela religião original dos cristãos.
É verdade que a igreja católica foi corrompida em seus séculos de historia, é verdade também que ela promoveu uma aberração contra as pessoas não cristãs, judeus, mulçumanos entre outros. O nome da igreja foi usada pelos poderosos e corruptos para espalhas sobre a face da Terra o mal. Infelizmente a igreja caiu nas mãos de homens cruéis, malicioso corruptos indignos de servirem a Deus, e por isso a igreja pagou, aliás, quase que um preço alto demais, ela perdeu um número gigantesco de fies católicos para outras religiões, como as pagãs e principalmente as Protestantes. Com a Reforma a igreja passou a enfrentar uma debandada de pessoa (padres, fieis, sacerdotes), que não concordavam com a forma que a igreja conduzia os ensinamentos cristãos na época, sendo até acusada de ser uma igreja do Diabo, assim como muitos Protestantes dizem até hoje. Porém é uma igreja que, a cada dia que passa se livra do mal que se instalou nas muralhas do Vaticano.
Mas ainda está longe de ser uma igreja próxima do povo. A igreja Católica está afastada de mais das pessoas, coisa que o falecido papa João Paulo II combatia com precisão, lutando pela união dos cristãos que hoje povoam o mundo, o Brasil já teve uma população de mais de 90% de católicos, hoje esse número não chega a 70%, ainda assim, é o maior pais católico do mundo, nos Estados Unidos o número cresce pela grande imigração de latinos, vindos da América do Sul e Central.
O problema que a igreja enfrenta é a falta de uma reforma mais ampla que realmente permita uma mudança verdadeira na instituição como o sacerdócio de mulheres, a posição contra temas polêmicos como o aborto, o uso de preservativos e a homossexualidade, além do sincretismo do catolicismo com outras culturas pagãs. Situações que ao que parecerem à igreja não está disposta a mudar, há também um número cada vez maior de pessoa que se afastarem dela e procurarem religiões Protestantes. Uma pesquisa feita em muitos paises sul-americanos mostra que onde a igreja católica está presente quase não existem “crentes”, e que também a um número cada vez menor de padres e sacerdotes católicos em todos os paises do mundo onde a religião se faz presentes, sendo assim boa parte do seu trabalho não pode ser realizado por um padre, e é feito por um aspirante alguém sem estudo e não habilitado pelo Vaticano para realizar a cerimônia. Ou seja, o catolicismo hoje sofre com uma perda descomunal de fies, pois, não consegue se modernizar para chegar próximo ao povo. Fato pelo qual as chamadas igrejas Protestantes têm crescido tanto nos paises pobres e emergentes (essas se aproximam mais do povo, pois estão espalhadas por todas as partes, e aceitam todos os tipos de pessoas, assim um católico que não tem opção, termina por freqüentar uma igreja não católica, e muitos trocam de fé como trocam de roupa). Ainda sim esforços feitos pelo papa Bento 16 de aproximação com os católicos têm sido reconhecidos pelo povo mesmo mantendo-se inflexível sobre assuntos polêmicos como o uso de preservativos como combate a aids e a modernização da igreja que tem pela frente grandes desafios, retendo uma constante perda de fieis em três décadas o catolicismo perdeu mais fieis do que em quase dois mil anos de história. Cabe a nós católicos não desistimos de lutar por uma igreja mais justa, mas próxima, mas tolerante e mais aberta ao dialogo entre as pessoas e as religiões e o povo cristão.

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